Ex-ministro da Defesa, Wagner ressalta que 'militares têm respeito à Constituição'

A tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de ampliar seu "poder" sobre as Forças Armadas pode ter sido frustrada pelo "respeito à Constituição" dos militares. De acordo com o senador Jaques Wagner (PT), que teve passagem pelo ministério da Defesa, os militares respeitam a Constituição.

"Os três comandantes atuais saíram em solidariedade ao ministro Fernando Azevedo e Silva. Está claro que não pretendiam endossar as palavras do presidente, especialmente o estado de sítio e a ação no STF contra os governadores. Os militares têm o respeito à Constituição e ao comandante Supremo, que é o presidente, como princípios. E o segundo não pode afrontar o primeiro", disse Wagner ao BN.

Em iniciativa que acontece pela primeira vez na história, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica pediram demissão dos cargos nesta terça-feira (30) por discordâncias com as tentativas do presidente Jair Bolsonaro de usar politicamente as Forças Armadas (relembre aqui).

Wagner assumiu a Defesa em dezembro de 2014, em substituição ao ministro Celso Amorim, no segundo mandato do Governo Dilma Rousseff. Ficou até outubro de 2015 quando foi indicado para Casa Civil, como parte da reforma ministerial promovida pelo presidente.