Neto critica declaração sobre Carnaval e diz que Coronel fala 'bobagem para aparecer'

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), chamou de absurda a declaração do senador Angelo Coronel (PSD-BA) de que o Carnaval do próximo ano deveria ser realizado em fevereiro (veja aqui). Sem garantias de vacina e ampla imunidade a população contra a Covid-19, Neto estuda transferir a festa para o segundo semestre de 2021.

Sem citar nominalmente Coronel, o prefeito acusou o parlamentar e o candidato a prefeito de Salvador Pastor Sargento Isidório (Avante), que endossou a declaração posteriorme, de falarem “bobagens” para aparecer no debate político eleitoral.

“Agora no debate político eleitoral, o que não faltará é gente falando bobagem e querendo tirar casquinha para aparecer, para ter mídia. Tem certas coisas que não merecem sequer nossa atenção e energia de tão absurdas e despropositadas. Cabe o cidadão fazer o julgamento das pessoas que querem aparecer, tirar uma lasquinha para serem lembradas. [...] Acho bom isso acontecer agora porque, no debate eleitoral, isso vai evidenciar para o eleitor quem está preparado ou não para governar uma cidade”, atacou o prefeito, em entrevista coletiva nesta manhã.

Neto ainda provocou Isidório e Coronel, aliados do governador Rui Costa (PT). Pediu que os dois perguntassem ao petista se ele concorda com a realização do Carnaval em fevereiro.

“Sugiro ao candidato e ao senador que questionem ao governador, que tem posição semelhante com a minha, se o governador concorda com eles. Isso é absurdo. [...] Tenho muito mais conhecimento, e a nossa equipe tem mais conhecimento sobre o Carnaval do que muita gente que está por aí falando bobagem”, afirmou. Vale lembrar que Rui apoia a candidatura de Isidório à prefeitura de Salvador e, apesar de ser adversário político de ACM Neto, tem tido atuação afinada com o prefeito no combate à pandemia.

Ainda segundo o chefe do Executivo Municipal, a decisão sobre o Carnaval será tomada no momento certo. “Estamos esperando para tomar decisão a mais correta e segura. Estou, pessoalmente, não estou muito esperançoso sobre a possibilidade de termos a festa em fevereiro, mas se fala na possibilidade de vacina até o fim do ano. Sem vacina, não terá carnaval. Sem imunidade coletiva, não terá carnaval. E, mesmo que exista vacina, até que você vacine 200 milhões de pessoas não é da noite pro dia.”